quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O homem que escreve...


Dentre tantas qualidades que um homem pode ter, saber escrever sem dúvida é uma das que mais me atrai!

Não me importo com grandes bíceps ou barrigas de tanquinho, principalmente se no conjunto vier a falta da escrita. Desses tipos eu fujo, sem peso na consciência...

Talvez por eu ser apaixonada pelas letras, me derreter ao ler um poema, ou chorar com um livro... a arte da escrita me encanta, brilham os olhos e me brotam sorrisos e suspiros.

Não quero frases prontas, tampouco citações de grandes poetas, nem mesmo os cartões com frases de efeito. Quero sim um homem que escreva sobre mim, e principalmente sobre nós!
Qual mulher nunca desejou ser a musa inspiradora de um homem sensível? Que além de brincar com a língua pelo seu corpo, brinca também com as palavras soltas, escritas em bilhetes perdidos pela casa, ou cartas, que nos fazem ler e reler, e a cada espiada naquelas linhas descobrimos pequenos detalhes que só eles com a percepção de um homem poderiam exprimir.

Ah, quisera eu ser a Garota de Ipanema, ou qualquer outra mulher de Vinicius de Moraes. 

Ok, você, homem, não precisa chegar a tanto, mas saiba que nada terá tamanho valor do que presentear sua amada com o acalanto das palavras... Ainda mais nos dias atuais, que além de sofrermos para entrar na ditadura da beleza, ainda temos a tecnologia, que faz perder cada dia mais o charme da escrita. E nesse meio entram tantos e-mails, sms e whatsapps, frios, curtos, diretos e nada mais.

Perdeu-se a magia da troca de cartas, ou dos bilhetinhos, aliás o último merece atenção especial! Nestes dias procurando alguns documentos me deparei com alguns, minha mãe ainda guardava os bilhetinhos do meu pai, feitos em guardanapos quando estavam em algum bar. Corri para procurar os meus bilhetes, e naquele momento sorri ao encontrar e lembrar dos momentos com cada pessoa. E hoje, o que resta? Procurar a mensagem antiga pelo celular?

Certa vez, recebi de um namorado o seguinte texto:
"Sorri e destrói. E o que se contempla é jubilo. Impossível ficar alheio e inerte. Aliás a inércia é negada pelo seu toque, assumindo, obviamente, que tal fenômeno físico indica o estado natural de um corpo. E pensar que Galileu apenas deu alguns sinais para tal definição, sem ter dado cabo a tanto... Me pergunto se ele, em busca de provar que a Terra gira em torno do Sol, teria conseguido consolidar sua teoria se Mariana por perto passasse... por certo, de nada adiantaria seu aparato científico (telescópios, lunetas astronômicas), posto que a olho nu teria constatado o que é belo... e daí certamente o sistema solar seria assunto para outra galáxia, outra era, outro tempo..."

Sim, já fui musa inspiradora, e até hoje me derreto ao ler este texto... E confesso, ter valido mais do que a bolsa Louis Vuiton que ganhei de presente de outro namorado...

Sim, o homem que escreve merece toda minha admiração e amor!





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