"Fundamental é mesmo o amor; É impossível ser feliz sozinho" Tom Jobim
Lá vinha a menina, com passos largos, como quem tem pressa de viver, olhos que brilhavam em meio a qualquer possível emoção, e um sorriso de quem sempre espera encontrar um bom motivo para ser feliz.
Ninguém sabia, mas ali também existia um coração, daqueles que batem como uma bateria no carnaval, que muitas vezes parecia não caber dentro de seu peito, e que tantas outras já havia silenciado também.
Ela sabia que aquele coração não a desapontaria, de tanto amar e se desapontar não havia mais medo, só vontade de ser feliz.
E pelos caminhos, bares e amigos, só queria em seu íntimo, um amor tranquilo... aquele que faria seus pensamentos voarem longe, enquanto seus pés caminhariam ao lado do dele.
Não esperava um amor perfeito, pois a perfeição não cabia nem a ela, menina e mulher, que tinha tantas convicções e tantos outros medos, que pagava as contas mas só queria alguém para lhe cuidar...
Seu amor também era imperfeito, estabanado, urgente... mas sincero e visceral. Era a favor de overdoses sentimentais, e se abatia quando recebia sentimentos por homeopatia, não bastava a ela o conta gota, gostava mesmo era de mergulhar em um turbilhão de sentidos, gostos, cheiros e beijos.
Buscava alguém para lhe fazer companhia na sacada de seu apartamento, dar cafuné nas tardes de preguiça, sorrir das piadas sem graça do outro, cozinharem juntos e se lambuzarem sem conseguir terminar o almoço, dividir sua cama, dividir sua vida, suas viagens e dali para frente não ser só histórias dela, mas a história deles...
Assim ela continua a procura, sempre andando com seus passos largos, pois o amor não espera, e ela não queria se atrasar... De toda sua imperfeição, só esperava alguém tão imperfeito quanto ela, para descobrirem juntos o amor perfeito dos dois.

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