quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Solteira sim! Sozinha também!





Naquelas tardes de calor sufocante, onde há uma imensa necessidade de molhar as palavras com uma cerveja gelada, a melhor opção sem dúvida, seria era o novo bar da cidade.

Assim, no meio da tarde o celular não parava de vibrar, eram novas mensagens chegando a cada minuto! O happy hour prometia! Afinal, ninguém em sã consciência dispensaria uma gelada para arrebatar tamanho calor!

Seis da tarde no relógio, chave do carro na mão, maquiagem retocada, e um perfume para tentar trazer algum frescor àquela altura do dia. Colocou o endereço no GPS, mulheres e localizações possuem um problema de entendimento, ela já sabia, havia se perdido diversas vezes, mas desta vez não queria se atrasar! Talvez a garrafa de cerveja já estivesse sendo aberta, e sua sede aumentando a cada semáforo que se via obrigada a parar.

Bar avistado! Não tinha vontade de procurar vaga pelas ruas, o vallet era sempre uma opção, assim podia poupar esforços em manobrar, além de gostar de ter um homem abrindo a porta do carro para que ela descesse, mesmo que estivesse pagando, considerava aquilo uma gentileza e cavalheirismo, e como isso fazia falta àquela altura de sua vida.

Desceu do seu carro, ajeitou o vestido, jogou os cabelos de lado, e caminhou com passos firmes em direção ao salão do bar... Logo ao entrar avistou a mesa destinada à sua presença, e logo se sentou já pedindo um copo ao garçom.

Na mesa estavam suas amigas da época de faculdade, não se viam há anos, e aquela tarde era o momento de contarem, lembrarem e rir das histórias vividas juntas. Uma já estava em seu segundo casamento, outra tinha conseguido a liberação para sair deixando os filhos com a sogra, uma delas descobriu gostar de meninas e vivia sua plenitude... não precisou muito para uma solteira falar em alto e bom som: Solteira sim, sozinha nunca! e caíram na gargalhada, aquilo era seu maior trunfo, como uma resposta aos homens de que ela também sabia brincar com o jogo da sedução, só não confessou que no último mês nem sua última opção ligara para ela.

Observando toda a conversa, deu o último gole em sua cerveja, se certificou que não haviam mensagens em seu celular, e interrompeu as gargalhadas: Sou solteira sim, e sozinha também! Levantou-se e deu de ombros com os olhares que a julgavam, e as perguntas que começavam a serem feitas pelas amigas. Simplesmente mandou um beijo pelo ar e disse que estava atrasada para um encontro importantíssimo, com ela mesma!

E dali saiu no auge de toda sua elegância, consciente de sua condição, afinal não precisava mentir à ninguém que no último mês também não recebera nenhum convite dos rapazes, mesmo todos exaltando diariamente suas inúmeras qualidades e beleza. Sabia mais do que ninguém que, ser solteira também é aprender a ser sozinha, e principalmente, saber encontrar a felicidade dentro de si, e isso ela tinha de sobra!

Ao chegar em sua casa, abriu uma cerveja, colocou um jazz, acendeu seu cigarro, e ali se fez feliz por ser verdadeira... e gargalhou junto com a vida! Em sua solidão se encontrava, e vivia em perfeita harmonia!

4 comentários:

  1. As vezes a nossa melhor companhia somos nós mesmos, precisamos de relevância em nossas conversas...rs...compartilho da boa musica, bom whisky, um charuto só pra baforar os maus pensamentos, e claro, gargalhar junto com a vida!
    Abraços!

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    1. Sem dúvida Luiz! Concordo contigo inteiramente!

      Abraços!

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