"Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para" Cazuza
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para" Cazuza
Não adiantou pedir para o tempo atrasar, naquele momento em que estava atrasada para um compromisso muito importante, e o relógio teimava em continuar andando.
O dia em que esteve com seu amor, o tempo parou para ela, mas só o suficiente para guardar na lembrança o momento vivido, minutos depois descobriu que já estava tarde, e precisaria voltar para sua vida.
Quando estava ansiosa com o futuro, e sabia que somente dali alguns anos poderia realizar um sonho, não adiantou, o tempo continuo a sua batida de segundo em segundo, e cada dia parecia uma eternidade na imensidão de vontade que não cabia em si.
O tempo tem dessas, nos faz perder os sentidos de longe, perto, quando... Sempre nos lembrando que está ali, isso ela sabia, a cada manhã que o despertador tocava e se obrigava a levantar, afinal, teria que estar no trabalho em alguns minutos.
Sua rotina diária era cronometrada, levantava às sete, às oito estava no trabalho, às nove tomava café, às dez fumava um cigarro, ao meio dia ia almoçar, mas à uma hora e doze minutos tinha de voltar à sua mesa... nesse meio tempo cronometrado, só retornava para sua casa as onze e meia da noite, com a sensação de que mais um dia havia se passado sem perceber. Na manhã seguinte o despertador jamais atrasava, e às sete novamente a despertava, para mais um dia de rotina em meio às horas que insistiam em não parar.
O tempo não para, ela sabia, mas como a maioria das pessoas, não sentia o tempo passar. Costumava pensar que quando se está caminhando não se sabe a distância percorrida, e somente quando olhava para traz que percebia o quanto já havia andado, assim para ela era o tempo, sempre presente, mas imperceptível quando vívido, e quando se dava conta já faziam anos que ela tinha namorado o amor da sua vida, tinha terminado a faculdade, entrado em seu novo trabalho, que já era velho àquela altura.
E a pior das constatações, ela também estava envelhecendo. As crianças que conhecia já eram adolescentes, os amigos de colégio estavam casados e já tinham filhos. E se perguntava, como conseguiram fazer isso em tão pouco tempo? Mas o tempo não foi pouco, ela que continuou caminhando, e talvez não tenha percebido o que estava no seu caminho, talvez a vontade de chegar ao final da caminhada, a tenha tirado a possibilidade de olhar para o lado.
Porém, mais uma vez, o tempo, senhor dos nossos destinos, foi questionado: seria possível voltar no tempo? Naquela paixão, naquela escolha, naquela encruzilhada? Não, jamais o tempo volta. As pessoas podem voltar para nossas vidas, em outros tempos, mas jamais será como antes.
Hoje ela tenta se aliar ao tempo, muitas vezes se perdem, se confundem, mas se acham, e nos momentos que se acham ela se entrega, ao prazer de viver o tempo que lhe é possível.

Muito bom!!!
ResponderExcluirObrigada Juninho!!!!!! beijos!!!!!
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