quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Anjo ou demônio?


Quem nunca se viu em uma situação em que teria escolher entre algo bom e ruim? Aquele momento em que se pondera todas as possíveis consequências de tal ato? Que, sem perceber, causou algum mal a outra pessoa? Que se culpou por alguma ação que foi contra seus valores?

Pelo menos todos nós já passamos por isso, ao menos várias vezes até o atual estágio da vida, e possivelmente outras tantas mais até nossa morte.

Sim meu caros, temos que aceitar, esse lance de perfeição não cabe ao ser humano! Somos uma caixinha de surpresas, inclusive para nós mesmos! E de nada valem anos de terapia, o nosso intimo joga com nossas emoções e ações.

A questão são as várias facetas que todos nós temos. E não estou dizendo que todos nós somos falsos, mas sim de aceitarmos que somos duais!

Sabe aquela imagem de anjinho e capetinha? Pois é, exatamente isso! Invariavelmente entramos em conflitos internos sobre o que fazer. Sermos corretos ou tirarmos vantagem? Ajudar ou não ajudar? Beber até cair ou não beber? Ou seja, essas indagações podem acontecer em qualquer momento, em ações cotidianas.

Independente da escolha que cada um de nós realizamos, o mais importante é se sentir bem com isso. Por mais que aos olhos dos outros não seja. Não estou fazendo nenhuma apologia à coisas erradas aqui, mas sim à aceitação de nós mesmos, de sermos verdadeiros aos nossos instintos e vontades! E além disso, não nos culparmos pelas escolhas feitas.

Costumo dizer que, só sabemos o que realmente somos capazes de fazer, quando estamos em uma situação extrema. Que seja de fome, raiva, tristeza... e nesse momento não há certo ou errado, mas sim instinto e às vezes sobrevivência...

Claro que dentre nossas aceitações, devem ser levados em consideração a cultura, valores e educação individuais, e que será diferente até entre irmãos criados juntos.
 
E quando falamos em valores morais, devemos pesar o que vale mais, ter tal atitude, ou viver determinado momento, ou dormir tranquilo? Por exemplo, sou totalmente contra traição, não me envolvo nem com pessoas que namoram, casados estão fora de qualquer cogitação. No entanto, inevitavelmente recebo convites de homens nas duas situações, e por mais que ele seja um deus grego eu declino de todos os convites. Não por julgar quem traia, mas sim porque dentre os meus valores isso não me faria bem. Pouco me importo com quem tem amante, ou qualquer outra coisa... afinal, cada um sabe até onde é capaz de ir...

Como disse, ninguém é perfeito, e muito menos eu! Há muitas coisas escondidas em mim, talvez até um lado mais sombrio... e que todos nós temos... mas que a cada dia procuro conhecer um pouco mais, e aceitá-lo... e você, concorda comigo?



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